Atuação do Brasil em operações de paz é analisada durante debate da 3ª Code

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Publicação aborda atuação do país em missões de paz no exterior

Nesta quinta-feira, 22, a mesa O Brasil e as cooperações de paz em um mundo globalizado, coordenada pelo técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Rodrigo Fracalossi Mores, abordou os mecanismos e estratégias do país em missões no exterior que visam assegurar o controle de conflitos civis.

Kai Michael Kenkel, professor da PUC do Rio de Janeiro, destacou que o país demostra um comportamento clássico de nação potencial emergente em suas cooperações de paz.  Luciano Colares, tenente-coronel do Exército Brasileiro, ao comentar sobre a contribuição brasileira nas ações de paz do Timor Leste, afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) depende do Timor Leste para que o sucesso da estabilização da operação de paz recupere sua identidade como o mais expressivo órgão mundial de manutenção dos Direitos Humanos, e o país precisa da ONU, para que sua regularização política, civil e de segurança sejam efetivadas.

De acordo com Carlos Chagas Vianna Braga, capitão-de-mar-e-guerra da Marinha do Brasil, a Carta das Nações Unidas não dá diretriz alguma sobre operações de paz. “Antigamente a guerra era vista como um instrumento legítimo, e na carta, a oposição entre positivo e negativo atribuída à guerra e paz foi definitiva, mas a Guerra Fria nos mostrou que essa visão não era tão simples assim, e nesse momento surgiram as operações de paz, que não usavam a força num primeiro momento”, explicou.

Posteriormente as missões começaram a ser mistas, fazendo a manutenção da paz e a sua imposição, em determinados casos, por meio do uso da força. “Até que ponto a força usada na proteção de civis é benéfica?”, indagou. Por mais nobres que sejam os objetivos, o uso da força, para o capitão, é sempre causadora de sofrimento humanitário. “Quanto mais força se usa, mais difícil é conseguir consentimento do país no qual se atua uma operação de paz”, afirmou.

Oliver Stuenkel, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, também participou da mesa.

 Leia a publicação O Brasil e as cooperações de paz em um mundo globalizado

Apresentação de Carlos Chagas Vianna Braga, Capitão-de-Mar-e-Guerra (Marinha do Brasil)

Vídeo: Assista a íntegra da mesa

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