Rússia foi destaque na Conferência do Desenvolvimento

capa_livro_russia_seculoxxO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta terça-feira (19) a publicação O renascimento de uma potência? – A Rússia no século XXI. O livro foi apresentado pelo técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto André Pineli no Centro de Eventos Brasil 21, Brasília, durante o primeiro dia da terceira edição da Conferência do Desenvolvimento do Instituto (Code/Ipea).

A publicação amplia os conhecimentos das publicações já existentes no Ipea sobre a Rússia atual e sua relevância para os formuladores e operadores da política externa brasileira. Dividindo o debate com Angelo Segrillo, professor do Departamento de História da USP e Lenina Pomeranz, professora aposentada da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, André Pineli levantou questões relativas a mais recente conjuntura do país.

Para o pesquisador, a Rússia talvez seja o país que mais se aproxima do Brasil hoje, em termos das possibilidades de desenvolvimento econômico: “Há similaridades que abrem uma avenida grande de cooperação”. Fazendo um comparativo com outros países do mundo e mesmo da América Latina, Pineli acrescentou que poucos países têm as possibilidades e os desafios tão parecidos com os dos brasileiros. Ele levantou a questão de qual seria a medida de uma cooperação factível entre os dois países, já que possuem contextos históricos bem diversos.

Discordando do estudioso do Ipea, a professora Lenina Pomeranz disse que não se trata de saber se o Brasil e a Rússia têm condições de cooperação no plano econômico. Para ela essa possibilidade existe com qualquer país, desde que haja interesse mútuo. Mas acredita que colocar os dois países como detentores de dilemas parecidos é um tanto simplista. “Trata-se de como a economia no mundo está dividida, como se dá a divisão internacional do trabalho e da economia no mundo e como estes dois países pretendem se inserir”, ressaltou. E observou que embora o Brasil tenha sido descoberto em 1500, nunca passou por uma experiência parecida com aquela pela qual passou a Rússia durante o Sistema Soviético, o que deixa evidente a gritante diferença entre os processos de desenvolvimento de ambos.

Concordando com Pomeranz, Angelo Segrillo falou que a questão da cooperação depende de uma série de outros fatores. Segundo ele, quando se analisa os intercâmbios entre Brasil e Rússia é possível concluir que os resultados estão bem aquém do que os esperado e há muitas coisas que colaboram para isto: “Há a questão geográfica – os dois estão muito distantes, os idiomas são bem diferentes e, não existem muitas afinidades culturais ou dos sistemas econômicos.

Outros pontos relacionados aos dois países foram levantadas pelos debatedores, como a necessidade de acabar com a burocracia excessiva e a dificuldade de investimento em inovação.

O livro

Em cinco artigos, a publicação levanta temas pautados na vulnerabilidade, na cooperação e nos conflitos da Federação Russa em relação aos Estados Unidos e à Europa; ao país como grande potencia e sua parceria estratégica com a China; à questão da democracia pós-soviética; às implicações da chamada doença holandesa sobre o àquela nação; e, ao objetivo da modernização econômica e à capacidade de inovação do país.

Confira a íntegra de O renascimento de uma potência? – A Rússia no século XXI

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