Arquivo de março \26\UTC 2013

3º Code teve como tema central o Desenvolvimento Regional

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou nos dias 19, 20 e 21 de março a 3ª Conferência do Desenvolvimento (Code). Neste ano, o evento ocorreu simultaneamente à Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional (CNDR), por meio de uma parceria com o Ministério da Integração Nacional. O Presidente do Ipea, Marcelo Neri, destacou que a Code/CNDR coroou o esforço dos dois órgãos de criar um espaço de discussão que congregasse autoridades e representantes sociais das 27 unidades da Federação.

Federalismo em pauta

Uma das mesas da 3ª Code/Ipea explorou o tema do Federalismo no Brasil, suas questões e avanços. Recentemente, o Ipea lançou um livro sobre o assunto, intitulado Federalismo à Brasileira. Dois dos organizadores, Constantino Mendes e Antônio Lassance, ambos técnico do Instituto, participaram da discussão, realizada no último dia da Conferência (21/03). Outro debatedor foi o secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE/PR), Roger Leal.

Leia o livro Federalismo à Brasileira

Apresentação de Constantino Cronemberger Mendes, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea

Apresentação de Antonio Lassance, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea

Apresentação de Roger Leal, secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República

Publicação lançada na Code traçou perfil da agricultura brasileira

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou uma série de relatórios sobre a agropecuária no Brasil. O lançamento ocorreu durante a 3ª Conferência do Desenvolvimento (Code/Ipea). As pesquisas trazem um panorama do setor no país, com base nos resultados do Censo Agropecuário 2006. Um dos textos revela que, entre os censos de 1995 e 2006, a criação de bovinos e a produção de grãos foram as atividades que registraram maiores taxas de crescimento de ocupação na Amazônia brasileira.

Veja mais informações sobre os relatórios

Apresentação de Sergio Schneider, coordenador da pesquisa “Análise Multidimensional dos Dados do Novo Censo Agropecuário 2006”

Apresentação de Caio Galvão de França, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Apresentação de Joacir Rufino de Aquino, professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)

Apresentação de Antônio Joao Castrillon Fernandez, pesquisador do projeto “Caracterização e Análise da Dinâmica da Produção Agropecuária na Amazônia Brasileira”

Vídeo: Assista a íntegra da apresentação

Sistema Nacional de Inovação é debatido na Code

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Flavia Schmidt, do Ipea: “Desenvolvimento tecnológico de um país necessita de sistemas de inovação capazes de responder às demandas das empresas, do governo e da sociedade”

“Um dos fatores categóricos para o desenvolvimento tecnológico de um país é a existência de um sistema nacional de inovação capaz de responder às demandas das empresas, do governo e da sociedade por conhecimento, tecnologia e inovações”, defendeu a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea Flavia Schmidt, durante mesa de debate na 3° Conferência do Desenvolvimento, realizada nesta semana, em Brasília.

Flávia observou que, apesar de a produção tecnológica ter avançado no Brasil, ainda está estagnada comparada com o resto do mundo. De acordo com a técnica, as instituições de pesquisa do MCTI, atores estratégicos do sistema nacional de CT&I, dão uma contribuição fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, mas a sociedade e o governo conhecem pouco sobre as características e competências de cada uma dessas instituições.

“Não há reconhecimento da associação entre o desenvolvimento econômico e a produção cientifica e tecnológica”, complementou a diretora de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset) do Ipea, Fernanda De Negri.

A última edição do Boletim Radar, publicação da Diset, reúne sete artigos que discutem o Sistema Nacional de Inovação e Infraestrutura de CT&I no Brasil. O boletim aponta que no país uma das prioridades da política de CT&I adotada na última década foi a recuperação, consolidação e ampliação da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica.

Com a criação dos fundos setoriais e a reestruturação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), o governo federal deu um novo impulso aos investimentos na infraestrutura física e laboratorial, bem como na compra de equipamentos para universidades, institutos e centros públicos de pesquisa. Estes investimentos promoveram tanto projetos individuais como projetos coletivos de redes envolvendo universidades, centros de pesquisa e empresas. Existe uma grande aposta nos sistemas de inovação, com a ideia de unir as instituições e as universidades.

Confira o Boletim Radar n° 24

Apresentação de Fernanda De Negri, diretora de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura do Ipea

Apresentação de Flavia de Holanda Schmidt, técnica de planejamento e pesquisa do Ipea

Apresentação de Jose Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea

Atuação do Brasil em operações de paz é analisada durante debate da 3ª Code

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Publicação aborda atuação do país em missões de paz no exterior

Nesta quinta-feira, 22, a mesa O Brasil e as cooperações de paz em um mundo globalizado, coordenada pelo técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Rodrigo Fracalossi Mores, abordou os mecanismos e estratégias do país em missões no exterior que visam assegurar o controle de conflitos civis.

Kai Michael Kenkel, professor da PUC do Rio de Janeiro, destacou que o país demostra um comportamento clássico de nação potencial emergente em suas cooperações de paz.  Luciano Colares, tenente-coronel do Exército Brasileiro, ao comentar sobre a contribuição brasileira nas ações de paz do Timor Leste, afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) depende do Timor Leste para que o sucesso da estabilização da operação de paz recupere sua identidade como o mais expressivo órgão mundial de manutenção dos Direitos Humanos, e o país precisa da ONU, para que sua regularização política, civil e de segurança sejam efetivadas.

De acordo com Carlos Chagas Vianna Braga, capitão-de-mar-e-guerra da Marinha do Brasil, a Carta das Nações Unidas não dá diretriz alguma sobre operações de paz. “Antigamente a guerra era vista como um instrumento legítimo, e na carta, a oposição entre positivo e negativo atribuída à guerra e paz foi definitiva, mas a Guerra Fria nos mostrou que essa visão não era tão simples assim, e nesse momento surgiram as operações de paz, que não usavam a força num primeiro momento”, explicou.

Posteriormente as missões começaram a ser mistas, fazendo a manutenção da paz e a sua imposição, em determinados casos, por meio do uso da força. “Até que ponto a força usada na proteção de civis é benéfica?”, indagou. Por mais nobres que sejam os objetivos, o uso da força, para o capitão, é sempre causadora de sofrimento humanitário. “Quanto mais força se usa, mais difícil é conseguir consentimento do país no qual se atua uma operação de paz”, afirmou.

Oliver Stuenkel, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo, também participou da mesa.

 Leia a publicação O Brasil e as cooperações de paz em um mundo globalizado

Apresentação de Carlos Chagas Vianna Braga, Capitão-de-Mar-e-Guerra (Marinha do Brasil)

Vídeo: Assista a íntegra da mesa

Zoneamento Ecológico Econômico não avançou no país

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José Aroudo Mota, do Ipea: “O Brasil não pode continuar entregando o seu capital natural de maneira gratuita”

Em uma discussão acerca de sustentabilidade ambiental durante a terceira edição da Conferência do Desenvolvimento do Ipea (Code/ Ipea), o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea José Aroudo Mota afirmou que ao longo de décadas foram-se criando os mais diversos conceitos, iniciados no Banco Mundial com a denominação de economia tradicional, que depois se transformou em várias agendas – marrom, verde, azul – e por fim, Economia Verde, que carregam em si o mesmo sentido de manter o fluxo de matéria prima para as economias desenvolvida. “O Brasil não pode continuar entregando o seu capital natural de maneira gratuita. Isso tem preço! E nós temos a obrigação de estimar”, alertou, ressaltando que tudo que o país exporta se traduz em perda de capital natural.

O diretor do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Adalberto Eberhad, alertou para o fato de que, mesmo com inúmeros estudos técnicos sobre Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) em todas as esferas de governo do território brasileiro, na prática não tem avançado. De acordo com o gestor, após mais de 500 anos de um processo de substituição da biodiversidade do país por um tipo de cultura exótica ao ambiente brasileiro, trazida na bagagem cultural dos colonizadores, em 1981 surgiu a Política Nacional do Meio Ambiente, em que um de seus principais instrumentos é o ZEE.

Recordou também a criação recente de uma comissão composta de catorze ministérios – coordenados pelo MMA, com um braço técnico, que é um consórcio formado por órgãos como o Ipea e Embrapa, entre outros de referências técnicas e científicas. No entanto, Adalberto apontou que nem sequer esses ministérios ou o MMA utiliza, na prática, o instrumento de planejamento para o moderamento territorial, o zoneamento que são de sua responsabilidade.

“Chegamos a uma grande questão macroeconômica e também a essa nossa base cultural de simplificação de que os nossos recursos naturais não têm valor agregado, de que não vemos serviços ambientais e ecossistêmicos, e nem enxergamos o capital natural do nosso país como algo que mereça atenção, no sentido de gerar renda e qualidade de vida para a população”, observou Eberhad. Ele acredita que, dentro da atual conjuntura, o Brasil está inserido em uma economia mundial, mas precisa tornar-se sustentável.

Código florestal

Para o diretor, o país deve considerar que sustentabilidade social e ambiental na via econômica tem de formar um tripé. “Normalmente não se considera a questão ambiental como social. Mas o meio ambiente é o cenário onde se desenvolvem todas as formas de vida, inclusive a nossa. E o prejuízo a esse cenário onde pretendemos viver e ter gerações futuras depende inteiramente da qualidade deste ambiente”, defendeu.

Adalberto Eberhad disse, ainda, que o Brasil tem um largo espectro legal que protege a figura do zoneamento. O novo código florestal, por exemplo, determina que os estados têm cinco anos para elaborar seus zoneamentos e, na região costeira, têm um ano para ordenar as áreas de apicum, salgado e mangue na escala de um para dez mil. Ele destaca que mais uma vez a legislação prevê elaboração do zoneamento, mas em nenhum momento fala na sua implementação e que é preciso criar mecanismos para isto.

Economia e sustentabilidade ambiental

O professor e coordenador de Assuntos Interinstitucionais de Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), Marcel Bursztyn, afirmou que a sustentabilidade é muito vulnerável a conflitos econômicos. “Quanto maior a crise mais importante fica a economia e menos significativa ficam as outras dimensões”, afirmou. Segundo ele, em nome da economia e até mesmo das questões sociais, os governos relegam para um tempo posterior algumas decisões de grande importância para o desenvolvimento sustentável que dispõem direitos de gerações futuras.

O professor destacou que o curioso – e paradoxal – é haver regras para a relação entre países e não ocorrer o mesmo no âmbito das regiões. “A gente controla fluxo internacional de divisas, mas não controla fluxos regionais de divisas”, exemplificou e finalizou questionando sobre qual seria o limite do poder local em razão de uma coletividade em nível nacional.

Apresentação de José Aroudo Mota, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea

Apresentação de Adalberto Eberhard, diretor do Departamento de Zoneamento Territorial do MMA

Vídeo: Assista a íntegra do painel

Perspectivas do cinema nacional são discutidas por pesquisadores e gestores públicos

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Allex Medrado, Ipea: “Maior parte da renda do Cinema permanece concentrada em poucas empresas”

O debate ocorrido na mesa Cinema e desenvolvimento – panorama, perspectivas e potencialidades, nesta quinta-feira, 21, buscou pontuar tendências e possibilidades para a cinematografia brasileira, e debateu, de forma integrada, indústria, regulação, políticas públicas, consumo, cadeia produtiva, obstáculos e mecanismos legais, e a história do cinema e da produção audiovisual brasileira.

Allex Medrado, editor e produtor audiovisual do Ipea, coordenou a discussão, que integrou a programação da Mostra de Cinema do Desenvolvimento, parte da 3ª Code. Para ele, o dualismo do cinema, entre arte e indústria, não pode ser esquecido em qualquer conversa sobre o tema. “Trata-se de um produto que gera renda e custos altos, e cria imagens que designam afetos, sensações e dão suporte à cultura, constrói olhares e modos de ser, e nos educa”, definiu.

Em 2012, de acordo com o editor, 83 filmes foram produzidos no país, e o público total dessas obras chegou a 15 milhões. “Mas a maior parte da renda permanece concentrada em poucas empresas. Enquanto isso, filmes independentes, feitos sempre com baixos orçamentos, vêm alcançando atenção internacional, como foi o caso de Trabalhar Cansa e O Som Ao Redor, que repercutiram bastante no exterior, mas tiveram pouca aderência por parte dos expectadores brasileiros”, criticou Medrado.

“Há sustentabilidade para uma possível indústria brasileira de cinema?”, indagou ele, ao dizer que a produção e sua regulação ainda dependem muito de meandros políticos. “Há uma perna menor nesse tripé — anunciando uma possível ruína —, uma assimetria entre produção, distribuição e exibição. A concorrência é injusta e temos muito que nos preocupar, ainda, com a formação de uma cultura de consumo do cinema nacional”, afirmou.

Recursos

Leopoldo Nunes, secretário de Audiovisual do Ministério da Cultura, destacou que a nova lei de TV por assinatura prevê alguns anos de acomodação para a produção brasileira de audiovisual, que deve aumentar e muito. “O cenário é absolutamente novo, mas temos o Fundo Setorial do Audiovisual, e temos hoje R$ 2,5 bilhões em recursos para o audiovisual para os próximos três anos, além disso, Centro-Oeste, Norte e Nordeste contam as cotas setoriais, de 30% desses recursos a serem destinados para essas regiões, o que requer maior esforço para atender o cumprimento dessa cota”, argumentou.

“A revolução tecnológica atual possibilita o acesso mais democrático à produção de maior qualidade. O desmonte da indústria pesada e a formação de empresas menores torna tudo muito mais acessível, o que transformou completamente o cenário. A produção independente custa muito mais barato do que as altas produções e sabemos que é preciso incentivar esse setor”, completou. Nunes ressaltou o papel regulador da Ancine: “não se tem um mercado estável e justo sem uma regulação eficiente”.

Cinema independente

A cineasta e professora de cinema da UnB, Erika Bauer, frisou que o cinema surge como grande circo de variedades e como um mecanismo forte de ordenação do mundo. Já no início, vanguardas surgiram. Os cinemas alemão e soviético atuaram em alternativa mesmo no começo do cinema. Depois das guerras, o neorrealismo repensa o papel do cinema. Ou seja, sempre houve o cinema hegemônico e o independente.

Para ela, a produção independente atual está conseguindo mostrar um pouco mais o que é o Brasil, graças às aberturas que ocorreram nos últimos anos. “É preciso pensar a lógica dos grandes filmes que hoje são produzidos, pois a Globo Filmes, uma das maiores empresas de cinema do país, faz cinema industrial totalmente baseado na isenção de impostos. Essa lógica também precisa ser repensada. Não existe agregação do imaginário, nada acontece com esses produtos”, acentuou.

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Marcos Ligocki Jr, produtor e diretor: “Compartilhamento virtual influencia o Cinema em todo mundo”

Adirley Queiroz, cineasta integrante do Coletivo de Cinema de Ceilândia (Ceicine), disse que, além de produzir, quem faz cinema precisa pensar onde é que o filme vai ser exibido. O cinema brasileiro, para ele, já conta com grande volume de recursos e a bilheteria de grandes sucessos deve realimentar a produção dos filmes que não têm grande espaço. “Precisamos poder fazer filmes e entrar nas salas de cinema, e as salas de caráter público, não comercial, devem fazer parte de uma política de governo”.

Queiroz ressaltou ainda que o acesso aos editais e às oportunidades de patrocínios via incentivo governamental devem ser justas e democráticas, acessíveis a quaisquer produtores, grandes ou pequenos.

Na visão do presidente do Conselho de Cultura do Distrito Federal, Márcio Moraes, incentivo existe muito, mas uma lei de cotas para o cinema nacional ainda não. “O cinema americano ocupa 75% das salas brasileiras. Políticas de exibição e de distribuição precisam ser feitas. O cinema americano criou lei de cotas há muitas décadas, que fez do setor o que ele é hoje, e que barrou a entrada do cinema europeu no país, beneficiando todas as empresas envolvidas no processo. Aqui, precisamos de uma cota de tela forte, massiva”, reivindicou.

Pesquisa

Erika Bauer integra a diretoria do Fórum das Escolas de Cinema e afirmou que no país existem hoje 52 escolas de graduação em Cinema, e que não há mensurações sobre essas escolas, seus números, gargalos e conquistas. “Sem pesquisa sobre postos de trabalho e ensino, não conseguimos obter respostas e qualificar ainda mais a formação cinematográfica no Brasil”. Ao concluir sua fala, ela afirmou que “investir em cultura é investir em mão de obra, em potencialidades, em trabalho, e na formação de recursos humanos qualificados”.

História

O produtor e diretor Marcos Ligocki Jr. traçou a linha do tempo da produção cinematográfica do Brasil a partir dos anos 1970. Destacou que a Embrafilme realizou, até 1983, 300 filmes, mas teve seu potencial minado e foi extinta em 1990, durante o governo Collor e o Brasil passou a fazer um filme por ano. A Lei do Audiovisual, de 1993, movimentou um novo ciclo de produção. Essa lei era prevista para vigorar até 2003, mas foi prorrogada por mais 20 anos. “Carlota Joaquina”, de 1995, dirigido Carla Camurati, de baixo orçamento, teve grande sucesso, no ano em que o país tinha o menor número de salas, 1033. A partir da segunda metade dos anos 1990, as grandes empresas de exibição chegaram ao Brasil, gerando crescimento da quantidade de salas.

Em 1998 foi lançado o filme “Central do Brasil”, premiado internacionalmente. Foi o ano de criação da Globo Filmes, que influenciou positivamente o cenário produtivo. No ano seguinte o site Napster inicia a mudança da indústria musical, que passa a ser voltada para eventos e não mais para venda de discos, e o compartilhamento virtual influencia também o cinema em todo mundo.

Em 2001 nasce a Ancine, com os principais objetivos de aumentar a competitividade do setor, convergir elos produtivos, garantir exibição das obras nacionais e a participação delas em vários segmentos do mercado. Em 2006, 73 filmes foram feitos, e um ano depois, é lançado “Tropa de Elite”, que tem sua sequência lançada em 2010, alcançando novo recorde de bilheteria. “Tenta-se copiar o modelo de fora, processos passam a ser mais significativos, o país passa a ser percebido internacionalmente, e essas estruturas vem interferindo na forma de fazer cinema”, destacou Ligocki Jr.


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