Pará evoluiu menos que os demais estados do Norte

Marabá é a microrregião com a segunda maior taxa de violência do país

Code PA reuniu aproximadamente 300 pessoas (Foto: Carlos Moura)

“O Pará concentra a metade da população do Norte do país e tem evoluído menos que a outra metade, composta pelos demais estados da região”, disse o técnico de planejamento e Pesquisa do Ipea Herton Ellery Araújo, durante o painel Desigualdades Regionais e Critérios de Elegibilidade. O debate fez parte da programação da Conferência do Desenvolvimento – Edição Pará, na última quinta-feira, 18, em Belém. O pesquisador destacou a renda domiciliar per capita – a parte do PIB que fica no bolso das pessoas – como um dos indicadores que mais contribuiu para este resultado.

“Os indicadores vão mostrando que o estado nesta década, entre 2000 e 2010, teve um desempenho um pouco pior que os outros estados do Norte”, afirmou o pesquisador do Instituto, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD/IBGE). Na área social, ele chamou a atenção para a taxa de mortalidade infantil, que embora no estado tenha caído, diminuiu menos que as médias da região e nacional. E o mesmo acontece no que diz respeito à renda do trabalho. O país cresceu somente 0,6% – um dos fatores foi a estagnação do crescimento de São Paulo, mas o Norte cresceu 1,2%, enquanto que o Pará só cresceu 0,7%.

Em relação à pobreza extrema, o Brasil caiu a uma taxa de 4,3%, de 14% para 9%. Já o Pará registrou uma queda de 2,6%, enquanto no Norte esse número foi de 3,2%. Herton acredita, no entanto, que o índice que mais tem influenciado esse baixo crescimento diz respeito à violência – a taxa de homicídios de jovens entre 15 e 29 anos. Em termos de microregião, por exemplo, Marabá é a segunda maior do Brasil, só perdendo para Maceió.

Também participaram do debate Pedro Luiz Costa Cavalcante, coordenador Geral de Monitoramento e Avaliação da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração (MI), Francisco de Assis da Costa, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Maria Adelina Guglioti Braglia, do Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Estado do Pará (Idesp).

O Ipea ainda promoveu mais três debates temáticos na Conferência Estadual de Desenvolvimento Regional do Pará, evento realizado em parceria com o MI e o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Integração Regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Seidurb). Os temas foram o Financiamento do Desenvolvimento, que abordou a questão geral do financiamento e temas relacionados aos instrumentos de financiamento, como os fundos e transferências governamentais; Governança, Participação Social e Diálogo Federativo, que tratou de questões como efetividade das instituições participativas (conselhos e conferências) e cooperação federativa e capacidades governativas; e Vetores do Desenvolvimento Regional Sustentável, que levantou questões relacionadas ao desenvolvimento regional, rede de cidades e estrutura produtiva, além da questão da sustentabilidade ambiental.

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  • @paulocbastos Muito obrigado por compartilhá-lo com a gente! Excelente artigo! 👏👏👏 10 hours ago
  • É importante promover o debate contemporâneo sobre a elaboração e a implementação de políticas públicas para a democratização da água. 11 hours ago
  • Essas e outras questões são abordadas no livro O Direito à Água como Política Pública na América Latina: uma exploração teórica e empírica 11 hours ago
  • A seca prolongada e a atual crise hídrica nos chamam a atenção para o direito humano à água! O que significa a exis… twitter.com/i/web/status/9… 11 hours ago

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