Bahia discute políticas de integração regional

Estado avançou na política territorial, com divisão em territórios de identidade

Abertura da Code BA contou com várias autoridades, entre elas, o governador do estado, Jaques Wagner (Foto: Ascom/Ipea)

Na abertura da 1ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Regional e Territorial da Bahia, na quarta-feira (19), no Hotel Sol Bahia, em Patamares (Salvador), o governador Jaques Wagner falou sobre a importância do desenvolvimento regional para um estado com as dimensões da Bahia, do tamanho da França. “Temos quatro biomas, uma diversidade populacional, com comunidades quilombolas, indígenas, trabalhadores rurais, empresários de tamanhos diferentes, e precisamos reconhecer que existem várias Bahias dentro do nosso território”. Wagner foi até a Livraria do Ipea montada na entrada da solenidade, para conhecer as publicações do Instituto.

No evento, que reuniu 350 representantes de todos os territórios de identidade da Bahia, o governador fez um balanço do esforço de integração regional do governo. “Chegamos a meio milhão de empregos com carteira assinada na Bahia – 27% na região metropolitana e 73% no interior. Justamente por essa política de integração regional e inclusão social, os mercados não estão mais concentrados, proporcionando uma dinâmica econômica diferenciada, com qualidade no comércio, na indústria, na agricultura, no agronegócio, em diversos segmentos.”

Também presente à mesa de abertura, o secretário do Planejamento da Bahia e ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, informou que o estado está passando por um boom de consumo interno, resultado da distribuição e dos programas de transferência de renda, com destaque para as pequenas e médias cidades. “Estamos tendo também um enorme volume de novos investimentos descentralizadores, fora da região metropolitana, em especial na área de mineração e energia”, afirmou Gabrielli. Segundo ele, o Nordeste e a Bahia crescem mais que o Brasil, principalmente nas cidades médias e pequenas. O secretário lembrou ainda que, antes da Conferência do Desenvolvimento Nacional, será realizada uma só da região Nordeste, também na Bahia, em 5 e 6 de novembro, que discutirá temas como logística e infraestrutura. De acordo com ele, comércio, serviços e construção civil são os setores que mais crescem na Bahia.

Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e representante do Ministério da Integração Nacional, engenheiro Elmo Vaz, “a Bahia tem muito a ensinar a outros estados porque já desenvolveu uma cultura de participação social e territorial no processo de desenvolvimento regional”. Ele explicou que a criação dos territórios de identidade na Bahia, a partir de 2007, trouxe uma participação mais ativa das diversas regiões do estado: “São exemplos de ações significativas a irrigação dos baixios de Irecê, do Salitre, e o projeto de integração a partir do Rio São Francisco, envolvendo as bacias do Itapicuru, do Jacuípe, do Itaguaçu. Temos também o projeto de interligação dos modais cujo eixo principal é o rio São Francisco”.

Com o objetivo de identificar prioridades temáticas definidas a partir da realidade local, possibilitando o desenvolvimento equilibrado e sustentável entre as regiões, o governo da Bahia passou a reconhecer a existência de 27 territórios de identidade, constituídos a partir da especificidade de cada região. Vaz reconheceu a importância do resultado da conferência, que produzirá um documento norteador das políticas públicas para os próximos anos, subsidiando o evento macrorregional, sediado na Bahia, e culminando, em dezembro, na conferência nacional, em Brasília. Para ele, a consolidação da participação social prevista na Constituição Federal busca superar a forma vertical e descendente de implementar políticas públicas.

A técnica do Ipea Tatiana Dias Silva, da Coordenação de Igualdade Racial do Instituto, também estava presente na solenidade de abertura da Conferência, um evento promovido pelo Ipea, Ministério da Integração Nacional e governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) e da Secretaria do Planejamento do Estado (Seplan).

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  • @paulocbastos Muito obrigado por compartilhá-lo com a gente! Excelente artigo! 👏👏👏 10 hours ago
  • É importante promover o debate contemporâneo sobre a elaboração e a implementação de políticas públicas para a democratização da água. 11 hours ago
  • Essas e outras questões são abordadas no livro O Direito à Água como Política Pública na América Latina: uma exploração teórica e empírica 11 hours ago
  • A seca prolongada e a atual crise hídrica nos chamam a atenção para o direito humano à água! O que significa a exis… twitter.com/i/web/status/9… 11 hours ago

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