Arquivo para dezembro \05\UTC 2011

Ipea lança biblioteca eletrônica durante a CODE

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou, durante a 2ª Conferência do Desenvolvimento (Code) uma página exclusiva para publicações digitais. Para acessar os livros online ou baixar os arquivos para tablet, acesse: www.ipea.gov.br/digital.

Por enquanto estão disponíveis onze títulos, em duas versões: em E-book e E-pub. Mas a intenção do Ipea é evoluir a conversão para que cada novo título lançado pelo Instituto seja disponibilizado também em E-book e E-pub.

No formato E-book, o livro pode ser lido imediatamente, pois é a versão online. Já no formato E-pub, o conteúdo pode ser baixado, para depois ser aberto em qualquer tablet, sem a necessidade de conexão com a internet.

Gênero e raça foram tema de debate na 2ª Code

O Espaço de Gênero e Raça instalado na 2ª Conferência do Desenvolvimento do Ipea (Code/Ipea), nos dias 23, 24 e 25 de novembro no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, fez referência ao ano de 2011, definido pelas Nações Unidas como o Ano Internacional dos Afrodescendentes, homenagem aos 10 anos da Declaração e do Plano de Ação de Durban (conferência anual de ação contra o racismo e a discriminação étnico-racial em todo o planeta). O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que desenvolve trabalhos sobre desigualdades raciais no Brasil, ampliou essa referência aos debates nos três dias de conferência com o lançamento da 4ª Edição do Retratos das Desigualdades de Gênero e Raça.

Ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, em sua fala na mesa de abertura do Espaço, ladeada à esquerda pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e pela representante da ONU Mulheres para o Brasil e Cone Sul, Rebecca Reichmann Tavares, e do lado direito por Mário Theodoro, da Seppir (Foto: Mara Silva)

A publicação disponibiliza à sociedade indicadores sociais para análises das desigualdades raciais e de gênero em 12 áreas. Dentre os temas, estão: demografia, chefia de família, educação, saúde, previdência e assistência social, trabalho e trabalho doméstico, habitação e saneamento, acesso a bens duráveis e exclusão digital, pobreza e desigualdade de renda, uso do tempo e vitimização. O objetivo é a reflexão sobre as desigualdades raciais em vários campos e fortalecer as análises sobre políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e de gênero.

A técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), Luana Simões Pinheiro, afirmou que o Espaço Gênero e Raça foi pensado como um instrumento organizador de reflexões e debates sobre as desigualdades de gênero e de raça desenvolvidas a partir de um mesmo marco orientador, que foi a pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero Raça, lançada no dia 23/11, na própria Code.

A partir dos indicadores e das informações produzidas no Retrato, tornou-se possível, segundo Luana, construir um amplo diagnóstico sobre as condições de vida de mulheres e de negros/as no Brasil, em áreas tão variadas quanto educação, saúde, trabalho, previdência e assistência social, infraestrutura social e urbana, acesso a bens duráveis, violência, entre outras. A instituição do Espaço Gênero e Raça traz, neste contexto, possibilidades de que todos estes temas sejam tratados e pensados de forma integrada, como partes de um mesmo processo de exclusão e desigualdade a que estas populações ainda encontram-se submetidas no país.

Durante os três dias de evento, pesquisadoras e pesquisadores de diferentes origens expuseram suas ideias a respeito da presença de negros/as e de mulheres nos mais diferentes espaços da vida social. “Estimulamos, neste processo, a participação de jovens mulheres negras, que estão iniciando suas trajetórias como pesquisadoras e que, no espaço da Code, puderam, a partir de suas histórias de vida, trocar experiências, conhecimentos e vivências e, assim, contribuir com novas perspectivas e olhares sobre as desigualdades que marcam nossa sociedade”, contou.

O resultado do processo acontecido durante a Code será a publicação de um livro em 2012, que por enquanto está sendo chamado de Dossiê Mulheres Negras, que será feito por estas jovens mulheres negras, a partir das reflexões iniciadas no Espaço Gênero e Raça.

“Do ponto de vista da construção de uma definição de desenvolvimento, um espaço como este é importante para marcar, visibilizar e reafirmar a ideia de que o desenvolvimento não existe quando expressivas parcelas da população são impossibilitadas de acessar os benefícios por ele gerados”, elaborou Luana.

Ela concluiu dizendo que há que se considerar as desigualdades de gênero e raça como estruturantes da desigualdade social brasileira e que isso significa considerar estas dimensões em toda e qualquer estratégia de promoção do desenvolvimento – seja ele econômico, social, ambiental – que objetive, de fato, produzir melhoria do bem-estar para toda a população brasileira.

No último dia da Code, para finalizar o evento, foi realizado um show da cantora Margareth Menezes. Entrevistada pelo Ipea, a cantora, que prometeu um show cheio de energia, falou sobre o tema “Latinidades”. Leia aqui a matéria (https://blogdacodeipea.wordpress.com/tag/latinidades/).