#arenaCODE discutiu realidade das economias solidária e criativa

A produção cultural brasileira tem passado por intensas transformações, provocadas, sobretudo, por meio da ação de grupos de agentes independentes, como o é caso do Coletivo Fora do Eixo (FdE). Um de seus membros, Leonardo Rossato, que atualmente representa o FdE na capital federal, participou na manhã desta sexta-feira,25, de uma mesa sobre empreendimentos colaborativos na #arenaCode, espaço dedicado à discussão de economia criativa e cultura digital dentro da 2ª Conferência do Desenvolvimento (Code).

Quem também participou foi coordenadora-geral de Promoção e Divulgação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Regilane Fernandes.

Para possibilitar, no caso dos festivais de música, que os artistas e produtores envolvidos possam obter renda e viver do trabalho que fazem, esses eventos têm se transformado em “festivais de artes transversais”, na definição de Rossato.

Ele explicou que, reunindo num mesmo local artistas da música, artes plásticas, moda, iniciativas de comunicação, empreendimentos comerciais de cunho social e comunitário, é mais fácil e atrativo reunir público, que consuma essa cultura, financeiramente, mas também de outras maneiras – por meio de estabelecimento de rede de contatos e colaborações, por exemplo.

A cultura digital, que engloba plataformas de financiamentos coletivos, comunicação facilitada por meio das redes sociais, download de produções musicais, e audiovisuais, entre outros fatores, proporciona, na avaliação de Rossato, a “desintermediação do processo musical” e artístico. “O comércio na cultura mais justo é muito importante, porque o artista precisa viver do que faz” frisou.

Regilane pontuou que empreendimentos colaborativos estão sob atenção especial do governo federal recentemente. Segundo ela, o governo se atentou para as potencialidades de coletivos de economia solidária e economia criativa, com a criação de órgãos dedicados ao mapeamento, estudo e planejamento de políticas que colaborem com ações já em desenvolvimento em vários pontos por todo o Brasil.

A coordenadora alertou, porém, para a necessidade de se entender que economia criativa e economia solidária são conceitos diferentes, e definem formas de organização socioeconômicas distintas. “O governo (federal) reconhece essa diferença, e o tratamento a esses movimentos acontece em espaços diferentes”concluiu.

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