Incra e IPEA firmam acordo para desenvolver meio agrário

Avaliar a qualidade dos serviços públicos como acesso à água, luz, educação e estradas disponibilizados em assentamentos. Pesquisar mecanismos para aprimorar o crédito para beneficiários do programa de reforma agrária e estudar a legislação para acelerar o processo de instalação de áreas para realizar reforma agrária são alguns dos pontos que norteiam o acordo de cooperação técnica entre o Incra e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), firmado nesta quarta-feira (23), em Brasília.

O presidente do Incra, Celso Lacerda, e o presidente do IPEA, Marcio Pochmann, assinaram o acordo durante abertura da 2ª Conferência de Desenvolvimento (CODE), realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. Na ocasião, Lacerda participou do painel de abertura “Erradicação da Pobreza Extrema” com o senador Eduardo Suplicy (SP), o professor da UnB, Pedro Demo, e o secretário nacional de economia solidária, Paul Singer.

Para Lacerda, o acordo representa uma parceria importante para aprofundar as análises levantadas na pesquisa de avaliação da qualidade dos assentamento da reforma agrária, iniciada em 2010. “Estou convencido da importância da reforma agrária como uma ação de médio e longo prazo para a inclusão produtiva e para o combate à miséria rural, com distribuição de terras, renda, serviços, conhecimento e oportunidade”, afirmou.

Para Marcio Pochmann, a parceria entre Incra e IPEA vai contribuir para reforçar a importância da reforma agrária como inclusão produtiva no meio rural brasileiro, combatendo a miséria extrema. “O meio rural brasileiro é, historicamente, um produtor de pobreza, o que tem uma relação muito intensa com a pobreza urbana e a migração do campo para a cidade. A reforma agrária de hoje pressupõe não apenas a distribuição de terra, mas uma série de medidas integradas para combater a origem da miséria no meio rural, como a estrutura fundiária”.

Inclusão produtiva

Na conferência de abertura, o pesquisador Pedro Demo considerou a pobreza como uma característica estrutural do modelo capitalista. Já Paul Singer, ressaltou a exclusão estrutural de comunidades tradicionais como índios, quilombolas, negros, ribeirinhos entre outras. Ele enfatizou a importância de considerar a inclusão produtiva, a elevação da renda e acesso a serviços como: saúde e educação como forma de garantir a estabilização desta população e dar as condições necessárias de participação plena na sociedade.

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