Especialistas debateram a Rio+20 e os rumos da economia verde

A sustentabilidade ambiental, mais especificamente o tema Rio+20: contribuições e desafios da economia verde, movimentou o segundo painel da 2ª Conferência do Desenvolvimento, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade,em Brasília. Cincoespecialistas se reuniram às 14h30 desta quarta, 23, para discutir o tema diante de um público interessado em obter mais informações sobre a conferência internacional promovida pelas Nações Unidas que volta ao Brasil no ano que vem.

Francisco de Assis Costa, diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, abriu os trabalhos ressaltando a contemporaneidade do tema e sua relevância para o futuro não apenas do Brasil, mas do planeta. Em seguida, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, falou sobre o papel do país na Rio+20. Em entrevista após o painel, Gaetani disse que a conferência não tratará apenas de meio ambiente, mas de desenvolvimento em geral, e confirmou que o Brasil será um protagonista do evento, assumindo também o papel diplomático de buscar reduzir divergências entre a postura dos demais governos participantes.

Marcus Frank, da McKinsey&Company, afirmou que, em matéria de economia verde, o mundo está numa “inflexão da curva”, na qual as empresas procuram soluções mais baratas, e não apenas o que parece ser mais “bonito ou chique”. Nesse sentido, ele lembrou que tecnologias como a eólica e a solar têm custo cada vez menor.

Conceitos
Já Marcel Bursztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), demonstrou ceticismo em relação a novas terminologias, como “economia verde”, que ofuscam o conceito de desenvolvimento sustentável. “Desenvolvimento sustentável reúne economia, ecologia e desenvolvimento social. A bola da vez, agora, é economia verde e fala-se cada vez menos em desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Bursztyn citou dados de um relatório recente do PNUMA que compara a situação mundial há 20 anos e hoje. O documento mostra, por exemplo, que, de duas décadas para cá, a população global cresceu em 1,5 bilhão, que a extração de recursos naturais aumentou 41% e que o número de megacidades no mundo mais que dobrou desde 1990. Encerrando o painel, Shelley Carneiro, gerente-executivo de Desenvolvimento Sustentável da Confederação Nacional da Indústria, disse que o setor industrial não pode ser considerado, por inteiro, o grande vilão do desenvolvimento sustentável.

Segundo ele, desde o advento do conceito de desenvolvimento sustentável, na década de 1970, algumas indústrias trabalham ativamente para incorporá-lo. “A indústria é heterogênea e, hoje, as empresas não estão mais sozinhas, fechadas, mas compõem uma realidade sistêmica. Não vejo como sair da situação atual por tensão e queda de braço, mas por união e flexibilidade”, declarou.

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