2° Code debate os desafios do desenvolvimento do Brasil

“O desenvolvimento pode e deve deixar de ser um mito. É necessário reinventá-lo, rompendo o processo de hiperespecialização do conhecimento, que nos torna cada vez mais especialistas de nada.” Foi assim que o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, abriu nesta quarta-feira, dia 23, a 2° Conferencia do Desenvolvimento, promovida pelo Ipea. O evento, que reuniu mais de mil pessoas na abertura, acontece até o dia 25, sexta-feira, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.

Visão panorâmica do auditório Celso Furtado, durante cerimônia de abertura da 2ª CODE (Foto: Sidney Murrieta)

Pochmann apontou que o desenvolvimento não é e nunca foi sinônimo de crescimento econômico. “É muito mais que o crescimento. Este é parte necessária, porem não suficiente. Celso Furtado já dizia nos anos 70 que o modelo desenvolvimento dos países ricos não poderia ser copiado pelos países não ricos. Essa é uma das razões para a realização desta Conferencia, para inovar o modelo de desenvolvimento.”

O presidente destacou também como motivo da Code, considerado por ele “o maior evento do Brasil de discussão do desenvolvimento do país”, a superação do subdesenvolvimento e a mudança de perspectiva ao abandonarmos o voo de galinha.

“Temos plenas condições de liderar o processo de desenvolvimento nacional e supranacional. Não estamos mais submetidos às decisões de autoritarismo, não somos mais dependentes nem subordinados ao FMI. Não há nada que nos impeça de construir um país superior, há não ser o medo de ousar, de fazer diferente.” Ao final, o presidente entregou o Comunicado do Ipea n° 100 – Mudanças na ordem global: desafios para o desenvolvimento brasileiro.

Wellington Moreira Franco, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, complementou que a 2° Code ocorre em um momento oportuno de grandes desafios, ao considerar a situação econômica complicada no mundo. Ressaltou também a meritocracia como valor em um contexto brasileiro em que a classe média já representa 52% da população.

Também participaram da mesa de abertura José Narciso Sobrinho, superintendente do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), Luis Otávio Neves, Secretário de Turismo do DF, o senador federal Eduardo Suplicy, o deputado federal Paulo Rubem Santiago, Paul Singer, secretário Nacional de Economia Solidária, e Celso Lisboa, presidente do INCRA, representando o MDS.

Sobre a Conferência

A Conferência tem como objetivo a promoção do debate nacional sobre o desenvolvimento e será realizada de forma aberta e gratuita à participação de estudantes, profissionais, agentes públicos, estudiosos, pesquisadores, especialistas, professores e legisladores, entre outros.

A Code terá mais de mil palestrantes, 70 lançamentos de livros, nove painéis, 109 mesas, 12 oficinas e mais de 60 estandes de entidades de todo o Brasil (Ministérios, Governos estaduais e municipais e representantes da sociedade).

Nesta edição, destacam-se ainda a #arenaCODE (um espaço de 1.000m2 para os visitantes descobrirem e debaterem as possibilidades das economias criativas e conteúdos digitais), a apresentação de 260 trabalhos inéditos sobre desenvolvimento, produzidos por especialistas de todo o País por meio de chamada pública, e a 1° Série de Mostras de Cinema da Code.

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